"Todos os caminhos levam a Roma..."
Eu gostaria que fosse assim mesmo, mas feliz ou infelizmente nem todos os caminhos levam a Roma.
Chegamos em Madrid as 6:20 da Manhã, horário local, e depois de um café da manhã (as 5:00 também horário local) bem engraçado, não estavam os com fome (eu na verdade estava bem satisfeito). O Aeroporto de Barajas - Madrid parece ter o mesmo tamanho do nosso de Cumbica - Guarulhos, mas dividido em dois terminais que tem prédios distintos e separados por alguns quilômetros. O nosso vôo chegou no terminal satélite, mas o controle de passaportes (imigração) só é feito no terminal Central. Para a nossa sorte os dois terminais são ligados por um metrô que chega no outro terminal em 4 min., sai de ambos os terminais no piso subsolo 2 e o melhor, é um serviço gratuito do Aeroporto. Então fomos nós pegar o "trenzinho" para fazer a imigração no outro terminal. Os terminais são bem sinalizados, no entanto, com tanta gente andando por la você pode acabar se confundindo com algumas coisas.
Chegamos no terminal central e subimos até o piso 2 (5 andares) e entramos numa fila gigantesca que se bifurcava em varias outros assim que se aproximava dos guichês de controle de passaporte. Havia filas somente para os residentes na União Europeia e filas para os residentes nos demais países que não fazem parte da UE. Estava nervoso, pois não queríamos ser deportados e sempre há este perigo. Cada passo que dávamos o nervosismo aumentava. Decidimos que iriamos juntos (Rosi e Eu) no guichê assim seria mais fácil e rápido.
Quando a pessoa na nossa frente estava saindo do guichê, eis que vem um homem em nossa direção, com seu passaporte, recém carimbado em outro guichê, na mão com um segurança atrás dele o chamando. O guarda então tomou o passaporte de sua mão e disse que ele não poderia fazer aquilo, então o colocou para depois dos guichês e voltou ao seu posto.
Então, fomos nós ao guichê de imigração. O oficial pegou nossos passaportes e perguntou quantos dias iriamos ficar. Eu disse a ele que ficaríamos 20 dias. Acredito que ele não entendeu porque perguntou novamente quantos dias iriamos ficar, ao que eu respondi novamente. Depois ele perguntou quanto dinheiro tinhamos. A cada pergunta dele eu ficava mais nervoso. Disse que eu tinha um valor em dólares e a Rosi um valor em Euros mais o cartão pré-pago.
Ele olhou em nossos rosto e perguntou "Tienes tarjeta de crédito?". Eu respondi que sim. Ele carimbou os passaportes e saímos correndo da presença dele, felizes por estarmos oficialmente na Europa.
Saindo de lá, descemos até o piso de embarques e ficamos olhando os fere shops. Algo me fez olhar um painel que continha os vôos que estavam partindo. Resolvi buscar o nosso, e neste momento descobri que o porta o informado não era o mesmo que constava em nosso cartão de embarque. Entrei em pânico pois o portão informado no display era no outro terminal (satélite). Descemos até o piso do "trenzinho" e perguntei para um funcionário do aeroporto, que embora fosse Espanhol resolveu falar comigo em inglês (meu Espanhol deve ser muito ruim...rsrsrs) e me disse que realmente teria que voltar ao terminal satélite. Voltamos correndo pra lá e fomos para o portão indicado no painel. Embarcamos sem dificuldades.
Chegamos a Fiumicino - Roma 20 minutos adiantados, fomos a área das esteiras retirar nossas malas. Tivemos que adivinhar onde estavam nossas malas, pois no nosso cartão de embarque não tem nenhum informação de qual das esteiras eles virão. Após perguntar a uma funcionário no guichê de informações, fomos ate a esteira informada e la estavam elas. Nos dirigimos para a estação de trem ligada ao aeroporto de Fiumicino, se onde parte um trem regional com destino a Casilina, e um trem expresso que liga Fiumicino a estação Términi no centro de Roma. Compramos o bilhete para este ultimo nas máquinas de auto-atendimento e entramos nele. Só depois que o trem saiu e olhei para o bilhete em minha mão, me lembrei que tinham os que ter validado aqueles bilhetes (em Roma, assim como em quase toda a Europa não existe catraca nos transportes públicos, exceto o metrô. Então ao comprar o bilhete você tem que valida-lo no primeiro transporte que utilizar, dependendo do sistema, e guarda-lo consigo toda a viagem). Fiquei tenso e torcendo para que aquele trem chegasse logo ao centro de Roma, sem que aparecesse um controlador, que são pessoas que controlam os bilhetes nos transportes públicos. Caso você seja apanhado sem um bilhete valido ou com um bilhete sem validação, eles lhe aplicam uma multa de €60,00 que tem que ser pagos em dinheiro na hora. A esta altura do campeonato vocês devem imaginar minha apreensão. Graças a Deus nada de controladores e chegamos em Términi sãos e salvos. Imaginem só, acabar de chegar na Europa e já dar uma breixa dessa.
Roma é uma cidade fantástica, mas um pouco confusa pra quem nunca saiu do Brasil. Primeiro, os passes de ônibus são comprados em postos de gasolina, bancas de jornal ou guichês especializados. Segundo, as Fermatas (pontos de ônibus) estão nos mais diversos locais, e nelas esta escrito o nome da der mata e varias listas, com o numero dos ônibus e seu itinerário, no entanto localizar em que fermata passa cada ônibus não é uma coisa tão simples assim. Pois bem, desembarcando do trem fomos para o terminal de ônibus do lado de fora da Estação Términi, mas lá haviam uma centena de ônibus, sem contar os Tram's (bondinhos que são uma mistura de metrô com ônibus). Rodamos bastante até que achamos o ônibus que precisávamos. Meia hora depois descemos na der mata que o Maurizio nos havia indicado e chegamos a sua casa. Maurizio é host do que nos hospedou no seu quarto em Roma pelo Airbnb.
Ao chegarmos ele nos mostrou toda a casa explicando como funcionava, deixou a chave conosco e saiu correndo pra trabalhar.
Como já era tarde (chegamos a casa do Maurizio às 14:50) resolvemos só dar uma volta pelo bairro e comer alguma coisa. Nestas andanças, descobrimos a igreja de Santi Marcellino na avenida principal do bairro. Entramos e conhecemos a igreja (acólitos são uma coisa de louco, não podem ver um buraco que já se enfiam dentro pra saber o que tem.) Depois passamos no mercado e voltamos pra casa para dormir e se preparar para o próximo dia.
Abaixo seguem algumas fotos de Roma e da Igreja de São Marcelino:
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| Já ri demais com essa frase |
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| Café da madrugada no avião |
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| Aeroporto de Barajas - Madrid |
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| Este item no free shop é bem Brasileiro |
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| Aguardando vôo para Roma |
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| Leonardo Express - trem para o centro de Roma |
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| Iglesia di Santi Marcellino |
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| Catacumbas de São Marcelino |
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| Fonte com agua potável na rua onde ficamos |
P.S.: Informação útil. Em Roma existem fontes de água potável espalhadas por toda a cidade. Se você tiver uma garrafa não vai passar sede. Aproveitamos muito disso, e foi uma das coisas que nos encantou nesta cidade.