sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dia 2 - Musei Vaticani, Necrópolis e Basílica de São Pedro

Acordamos cedo para poder aproveitar bem o dia que seria corrido. Tomamos café da manhã (sucrilhos com leite) nos dirigimos para a Fermata na mesma rua em que estavamos para pegar o ônibus que nos deixaria em frente ao metrô. 

Dica importante e útil: sempre tenha moedas para comprar o passe de metrô, pois em algumas estações (como a que tomamos o metrô) só é possível comprar o passe em máquinas que só aceitam moedas. Passamos um perrengue por causa disso e chegamos atrasados do horário que queriamos no museu: compramos o billeto em uma banca de jornal próxima.

O metro de Roma não é muito diferente do imaginado, na verdade bem parecido com o nosso, sendo a única diferença que existe mais espaço nas estações.

Chegamos enfim, ao Musei Vaticani sem problemas. Entramos na fila de compra dos ingressos normais que estava parada pois o museu ainda não havia aberto. Logo vieram vários "guias" (insistentes e chatos) oferecer seus serviços e a possibilidade de entrar mais cedo ao museu (digasse de passagem meia hora mais cedo. Fala sério, me poupe.) ao que respondemos em inglês que não queríamos o serviço.

Após uma hora e meia na fila, e algumas decepções quanto as informações que eu tinha (ok galera, agora você pode visitar os Museus dos Vaticano com sua mochila, caso ela não seja grande...mas caso precise tem a opção de deixar no guarda volume) entramos no Museu. O prédio é lindo e muito grande, e é uma parte dos antigos apartamentos Papais.

O Museu é fantástico, gigante e com muitas coisas legais para ver. Eu ficaria fácil o dia todo lá. Existem desde esculturas e tapeçarias até quartos inteiros, feitos ou replicados por artistas famosos. Vale muito a pena ir visitar.

Saímos do museu às 13:30 e engolimos rapidamente o nosso almoço num restaurante em frente ao Museu (como uma pizza Marguerita e a Rosi comeu um espagette ao sugo). Saímos correndo para o próximo compromisso do dia no Scavi Ufficio (Escritório de Escavações do Vaticano) e eu estava preocupado pois não me lembrava onde fica o Scavi. Chegamos em cima da hora pois tivemos que passar por detectores de metais e revista antes de falar com o Guarda Suisso (Guarda do Vaticano). Chegamos ao escritório em cima da hora, pagamos o valor da visita (£13,00 cada um) e esperamos nosso guia do lado de fora do escritório. O guia foi um catarinense que morava a 16 anos em Roma a serviço do Vaticano. 

E la fomos nós para a Necrópolis Vaticana, um lugar que fica abaixo da Cripta dos Papas na Basílica de São Pedro.

Na época da construção da primeira Basílica, conhecida como Basílica Constantiniana, o imperador romano Constantino mandou retirar o teto e soterrar diversos mausoléus que existiam ao pé da colina caro cama para edificar a Basílica. No século XX, o Papa Pio XII ao fazer uma reforma na atual Basílica de São Pedro descobriu a necrópolis abaixo da igreja e começou a escava-la. A necrópolis vaticana é este conjuntos de mausoléus que antes estavam sobre a superfície da terra. 

A visita é fantástica, e vale muito a pena. Olhar cada um de suas catacumbas, a historia revelada pelas lápides é muito interessante. 

Claro, que a melhor parte é ver de perto o túmulo original de São Pedro. É incrível e muito emocionante, principalmente para nós Católicos. A única coisa meia chata é que lá em baixo não pode tirar fotos.

Saímos da Necrópolis dentro da Basílica de São Pedro (agora sim fotos!) e nossa, que igreja gigante, linda, maravilhosa...não é a toa que é uma das igrejas mais famosas e conhecidas do mundo. 

Quando vimos tudo o que conseguimos dentro da igreja, tiramos as fotos clássicas na Praça de São Pedro e junto ao Obelisco e fomos comer um Panini perto do Castelo Sant'ângelo. Dai fomos pra casa, pois no outro dia embarcamos cedo pra Paris.

Metrô em Roma


Muro do Musei Vaticani - Rosi e Eu


Dia 2 - Musei Vaticani, Necrópolis e Basílica de São Pedro

Acordamos cedo para poder aproveitar bem o dia que seria corrido. Tomamos café da manhã (sucrilhos com leite) nos dirigimos para a Fermata na mesma rua em que estavamos para pegar o ônibus que nos deixaria em frente ao metrô. 

Dica importante e útil: sempre tenha moedas para comprar o passe de metrô, pois em algumas estações (como a que tomamos o metrô) só é possível comprar o passe em máquinas que só aceitam moedas. Passamos um perrengue por causa disso e chegamos atrasados do horário que queriamos no museu: compramos o billeto em uma banca de jornal próxima.

O metro de Roma não é muito diferente do imaginado, na verdade bem parecido com o nosso, sendo a única diferença que existe mais espaço nas estações.

Chegamos enfim, ao Musei Vaticani sem problemas. Entramos na fila de compra dos ingressos normais que estava parada pois o museu ainda não havia aberto. Logo vieram vários "guias" (insistentes e chatos) oferecer seus serviços e a possibilidade de entrar mais cedo ao museu (digasse de passagem meia hora mais cedo. Fala sério, me poupe.) ao que respondemos em inglês que não queríamos o serviço.

Após uma hora e meia na fila, e algumas decepções quanto as informações que eu tinha (ok galera, agora você pode visitar os Museus dos Vaticano com sua mochila, caso ela não seja grande...mas caso precise tem a opção de deixar no guarda volume) entramos no Museu. O prédio é lindo e muito grande, e é uma parte dos antigos apartamentos Papais.

O Museu é fantástico, gigante e com muitas coisas legais para ver. Eu ficaria fácil o dia todo lá. Existem desde esculturas e tapeçarias até quartos inteiros, feitos ou replicados por artistas famosos. Vale muito a pena ir visitar.

Saímos do museu às 13:30 e engolimos rapidamente o nosso almoço num restaurante em frente ao Museu (como uma pizza Marguerita e a Rosi comeu um espagette ao sugo). Saímos correndo para o próximo compromisso do dia no Scavi Ufficio (Escritório de Escavações do Vaticano) e eu estava preocupado pois não me lembrava onde fica o Scavi. Chegamos em cima da hora pois tivemos que passar por detectores de metais e revista antes de falar com o Guarda Suisso (Guarda do Vaticano). Chegamos ao escritório em cima da hora, pagamos o valor da visita (£13,00 cada um) e esperamos nosso guia do lado de fora do escritório. O guia foi um catarinense que morava a 16 anos em Roma a serviço do Vaticano. 

E la fomos nós para a Necrópolis Vaticana, um lugar que fica abaixo da Cripta dos Papas na Basílica de São Pedro.

Na época da construção da primeira Basílica, conhecida como Basílica Constantiniana, o imperador romano Constantino mandou retirar o teto e soterrar diversos mausoléus que existiam ao pé da colina caro cama para edificar a Basílica. No século XX, o Papa Pio XII ao fazer uma reforma na atual Basílica de São Pedro descobriu a necrópolis abaixo da igreja e começou a escava-la. A necrópolis vaticana é este conjuntos de mausoléus que antes estavam sobre a superfície da terra. 

A visita é fantástica, e vale muito a pena. Olhar cada um de suas catacumbas, a historia revelada pelas lápides é muito interessante. 

Claro, que a melhor parte é ver de perto o túmulo original de São Pedro. É incrível e muito emocionante, principalmente para nós Católicos. A única coisa meia chata é que lá em baixo não pode tirar fotos.

Saímos da Necrópolis dentro da Basílica de São Pedro (agora sim fotos!) e nossa, que igreja gigante, linda, maravilhosa...não é a toa que é uma das igrejas mais famosas e conhecidas do mundo. 

Quando vimos tudo o que conseguimos dentro da igreja, tiramos as fotos clássicas na Praça de São Pedro e junto ao Obelisco e fomos comer um Panini perto do Castelo Sant'ângelo. Dai fomos pra casa, pois no outro dia embarcamos cedo pra Paris.

Metrô em Roma


Muro do Musei Vaticani - Rosi e Eu


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Dia 1 - Madrid, imigração e Roma

"Todos os caminhos levam a Roma..."

Eu gostaria que fosse assim mesmo, mas feliz ou infelizmente nem todos os caminhos levam a Roma.

Chegamos em Madrid as 6:20 da Manhã, horário local, e depois de um café da manhã (as 5:00 também horário local) bem engraçado, não estavam os com fome (eu na verdade estava bem satisfeito). O Aeroporto de Barajas - Madrid parece ter o mesmo tamanho do nosso de Cumbica - Guarulhos, mas dividido em dois terminais que tem prédios distintos e separados por alguns quilômetros. O nosso vôo chegou no terminal satélite, mas o controle de passaportes (imigração) só é feito no terminal Central. Para a nossa sorte os dois terminais são ligados por um metrô que chega no outro terminal em 4 min., sai de ambos os terminais no piso subsolo 2 e o melhor, é um serviço gratuito do Aeroporto. Então fomos nós pegar o "trenzinho" para fazer a imigração no outro terminal. Os terminais são bem sinalizados, no entanto, com tanta gente andando por la você pode acabar se confundindo com algumas coisas. 

Chegamos no terminal central e subimos até o piso 2 (5 andares) e entramos numa fila gigantesca que se bifurcava em varias outros assim que se aproximava dos guichês de controle de passaporte. Havia filas somente para os residentes na União Europeia e filas para os residentes nos demais países que não fazem parte da UE. Estava nervoso, pois não queríamos ser deportados e sempre há este perigo. Cada passo que dávamos o nervosismo aumentava. Decidimos que iriamos juntos (Rosi e Eu) no guichê assim seria mais fácil e rápido. 

Quando a pessoa na nossa frente estava saindo do guichê, eis que vem um homem em nossa direção, com seu passaporte, recém carimbado em outro guichê, na mão com um segurança atrás dele o chamando. O guarda então tomou o passaporte de sua mão e disse que ele não poderia fazer aquilo, então o colocou para depois dos guichês e voltou ao seu posto.

Então, fomos nós ao guichê de imigração. O oficial pegou nossos passaportes e perguntou quantos dias iriamos ficar. Eu disse a ele que ficaríamos 20 dias. Acredito que ele não entendeu porque perguntou novamente quantos dias iriamos ficar, ao que eu respondi novamente. Depois ele perguntou quanto dinheiro tinhamos. A cada pergunta dele eu ficava mais nervoso. Disse que eu tinha um valor em dólares e a Rosi um valor em Euros mais o cartão pré-pago.
Ele olhou em nossos rosto e perguntou "Tienes tarjeta de crédito?". Eu respondi que sim. Ele carimbou os passaportes e saímos correndo da presença dele, felizes por estarmos oficialmente na Europa.

Saindo de lá, descemos até o piso de embarques e ficamos olhando os fere shops. Algo me fez olhar um painel que continha os vôos que estavam partindo. Resolvi buscar o nosso, e neste momento descobri que o porta o informado não era o mesmo que constava em nosso cartão de embarque. Entrei em pânico pois o portão informado no display era no outro terminal (satélite). Descemos até o piso do "trenzinho" e perguntei para um funcionário do aeroporto, que embora fosse Espanhol resolveu falar comigo em inglês (meu Espanhol deve ser muito ruim...rsrsrs) e me disse que realmente teria que voltar ao terminal satélite. Voltamos correndo pra lá e fomos para o portão indicado no painel. Embarcamos sem dificuldades.

Chegamos a Fiumicino - Roma 20 minutos adiantados, fomos a área das esteiras retirar nossas malas. Tivemos que adivinhar onde estavam nossas malas, pois no nosso cartão de embarque não tem nenhum informação de qual das esteiras eles virão. Após perguntar a uma funcionário no guichê de informações, fomos ate a esteira informada e la estavam elas. Nos dirigimos para a estação de trem ligada ao aeroporto de Fiumicino, se onde parte um trem regional com destino a Casilina, e um trem expresso que liga Fiumicino a estação Términi no centro de Roma. Compramos o bilhete para este ultimo nas máquinas de auto-atendimento e entramos nele. Só depois que o trem saiu e olhei para o bilhete em minha mão, me lembrei que tinham os que ter validado aqueles bilhetes (em Roma, assim como em quase toda a Europa não existe catraca nos transportes públicos, exceto o metrô. Então ao comprar o bilhete você tem que valida-lo no primeiro transporte que utilizar, dependendo do sistema, e guarda-lo consigo toda a viagem). Fiquei tenso e torcendo para que aquele trem chegasse logo ao centro de Roma, sem que aparecesse um controlador, que são pessoas que controlam os bilhetes nos transportes públicos. Caso você seja apanhado sem um bilhete valido ou com um bilhete sem validação, eles lhe aplicam uma multa de €60,00 que tem que ser pagos em dinheiro na hora. A esta altura do campeonato vocês devem imaginar minha apreensão. Graças a Deus nada de controladores e chegamos em Términi sãos e salvos. Imaginem só, acabar de chegar na Europa e já dar uma breixa dessa.

Roma é uma cidade fantástica, mas um pouco confusa pra quem nunca saiu do Brasil. Primeiro, os passes de ônibus são comprados em postos de gasolina, bancas de jornal ou guichês especializados. Segundo, as Fermatas (pontos de ônibus) estão nos mais diversos locais, e nelas esta escrito o nome da der mata e varias listas, com o numero dos ônibus e seu itinerário, no entanto localizar em que fermata passa cada ônibus não é uma coisa tão simples assim. Pois bem, desembarcando do trem fomos para o terminal de ônibus do lado de fora da Estação Términi, mas lá haviam uma centena de ônibus, sem contar os Tram's (bondinhos que são uma mistura de metrô com ônibus). Rodamos bastante até que achamos o ônibus que precisávamos. Meia hora depois descemos na der mata que o Maurizio nos havia indicado e chegamos a sua casa. Maurizio é host do que nos hospedou no seu quarto em Roma pelo Airbnb. 

Ao chegarmos ele nos mostrou toda a casa explicando como funcionava, deixou a chave conosco e saiu correndo pra trabalhar. 

Como já era tarde (chegamos a casa do Maurizio às 14:50) resolvemos só dar uma volta pelo bairro e comer alguma coisa. Nestas andanças, descobrimos a igreja de Santi Marcellino na avenida principal do bairro. Entramos e conhecemos a igreja (acólitos são uma coisa de louco, não podem ver um buraco que já se enfiam dentro pra saber o que tem.) Depois passamos no mercado e voltamos pra casa para dormir e se preparar para o próximo dia.

Abaixo seguem algumas fotos de Roma e da Igreja de São Marcelino:

Já ri demais com essa frase

Café da madrugada no avião


Aeroporto de Barajas - Madrid




Este item no free shop é bem Brasileiro


Aguardando vôo para Roma


Leonardo Express - trem para o centro de Roma


Iglesia di Santi Marcellino








Catacumbas de São Marcelino




Fonte com agua potável na rua onde ficamos

P.S.: Informação útil. Em Roma existem fontes de água potável espalhadas por toda a cidade. Se você tiver uma garrafa não vai passar sede. Aproveitamos muito disso, e foi uma das coisas que nos encantou nesta cidade.

Dia 0 - Sobre aeroporto, aviões, medo e partidas

"Terra a vista!"

Como diariam nossos amigos portugueses: "Cá estamos nós", a bordo de um A-340 da Iberia quase desembarcando no aeroporto de Madrid.

O dia começou as 7:15 da manhã, depois de poucas horas de sono (fui dormir as 2:00 da madrugada, revisando tudo) eu acordei acreditando que estava de férias. Havia esquecido completamente que ia viajar.

Pois bem, depois de tomar o café saímos de casa com destino a Cumbica, Guarulhos. Pegamos o ônibus EMTU na estação Tatuapé que deixa no terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Uau. Como aquele lugar é grande. Eu estava irritado porque queria encontrar com a Rosi, e fazer logo o check-in para ficar mais tranquilo que de tudo ia dar certo. Após me sentir roubado (R$ 60,00 para "embalar" minha mochila, mas ok, tudo em nome da segurança) eu estava fazendo o check-in sem muita demora (haviam 3 pessoas na fila) e fui na agencia do Itaú retirar um extrato do meu cartão de crédito para caso a imigração fizesse algum questionamento.

Por fim tive que correr para embarcar no ultimo minuto, pois a fila no detector de metais e no controle de passaportes estava gigante e demoradas, mas no fim deu tudo certo, e la fomos nós para os nossos lugares próximos a janela. 

Foi neste momento que eu percebi que tenho um certo medinho de altura, e que não sabia como iria reagir aquela situação. Depois de varias mensagens por parte da tripulação, decolamos...Juro que pensei que seria mil vezes pior, mas no fim eu gostei muito de voar, e quero fazer mais vezes...após a decolagem o resto do vôo seguiu tranquilo dia a dentro...Quer dizer, noite a dentro pois toda a tripulação estava orientada no horário da Europa o que faz o meu "jantar" ser servido as 16:00 daqui do Brasil. A comida estava muito boa, não posso reclamar, mas poderia ser servida mais tarde. Fora isso, a única coisa que tenho a declarar é que é muito difícil dormir no avião: Em um voo longo como o meu (10 horas de vôo), após as 3 primeiras horas você não tem mais posição pra variar, tudo começa a doer e você acaba se entregando aos filmes, ao sol que esta se pondo la fora, e a pensar na próxima postagem do blog...

Bom, foi assim meu primeiro dia rumo ao "Antico Mundi", mas quem me conhece sabe. Embora este relato tenha sido um tanto quanto pessimista, o dia foi muito legal e emocionante (graças á Deus não pegamos turbulência).

Abaixo seguem fotos para ilustrar este primeiro dia.

Ônibus EMTU chegando ao Aeroporto


Mochila ponta!



Minha tia ficando famosa no blog rsrs.

Passaportes e cartões de embarque. Agora é só entrar no avião.

Olha onde eu fiquei. Bem na asa!


O sol limpo acima das nuvens brancas

Jantar (almoço) no avião

O Sol se pondo quando já era quase meia noite em Madrid

terça-feira, 19 de julho de 2016

Dia -2 e -1 - Preparação

Dois dias é muito pouco pra se preparar. Alguns podem pensar: "Que exagero! Dois dias é mais que suficiente para arrumar uma mala! Realmente, concordo em gênero, número e grau. Este tempo é mais que suficiente pra preparar uma mala quando o destino é um só lugar, mas quando se tem vários destinos e em países diferentes, inclusive geograficamente distantes, a coisa toda vira um pandemônio de possibilidade é combinações. Não se tem mais certeza de que roupas levar, quantas calças e quantas camisetas são necessárias, quais calçados levar (será que levo chinelo, havaianas de preferência pra mostrar que é Brasileiro) e no fim fica olhando pra esse "montarel" de roupas e não consegue imaginar o tamanho que a mochila vai assumir.

Este é meu estado hoje. Perdido. Principalmente com a questão do peso, já que minha mala vai andar a viagem inteira no meu "cangote", e considerando que sou magrelo qualquer peça a mais já faz uma grande diferença. Enfim, de acordo com a minha experiência dois dias estão parecendo duas horas...

sábado, 16 de julho de 2016

Dia -3 - Despedidas

"Vou me embora, pra Pasárgada..."



Dizer adeus é sempre uma coisa difícil, mesmo quando você começou a se preparar psicologicamente para isso com seis meses de antecedência como eu venho fazendo.

Sim. Inicialmente são somente 20 dias longe de quem convivemos e abstinência de quem amamos para em troca ganharmos o mundo. Mas seria muito melhor conhecer os lugares, as pessoas, as culturas ao lado de "ser-humaninhos" queridos. Infelizmente ainda não inventaram as "pílulas de nanicolina" do Chapolim para que assim eu pudesse levar toda a minha galerinha na mochila.

Hoje eu começo a minha peregrinação para dar um "tchau, até breve" a muitas pessoas que me viram crescer, viram eu me transformar no que sou, me acompanharam neste trajeto, me apoiaram e me incentivaram a não desistir de mim, de Deus, de buscar os meus sonhos. Eu sou grato a todos estes, e a todos os que torcem por mim e pela minha jornada.

Eu espero que eu consiga ver ou pelo menos dar um "oi" a todas essas pessoas que me querem bem, antes de ir para a Europa. Galerinha da Comunidade, gente do Encontro, pessoal do Trabalho, amigos da Faculdade e da época do Técnico, Semeadores, amiguinhos do Banco... Obrigado por tudo e por fazerem parte  da minha vida e de tudo o que esta por vir.

Hoje a noite, cheguei na minha comunidade e ao final da missa anunciaram  que eu iria para a JMJ e fizeram uma homenagem para mim. Fiquei muito feliz, por perceber que eu pude fazer um bom trabalho para as pessoas, na comunidade e para o meu Deus. Agradeço de coração todo o carinho, toda a atenção e principalmente todas as boas intenções para a minha jornada. Peço a todos que continuem rezando por mim, para que eu consiga alcançar meus objetivos, enquanto eu estarei rezando por todos vocês é pela nossa igreja.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

"No princípio, Deus criou..."

No princípio - Carlos Ruas @umsabadoqualquer

O livro mais vendido do mundo - com muito mais exemplares que Game of Thrones e Harry Potter juntos - a Bíblia, começa com estas palavras de um poema lindo e enigmático, que inspira e dá significado a toda a existência humana; sobre o "start" dos tempos. É desta maneira que quero iniciar este espaço: com o intuito de inspirar, informar e compartilhar com as experiências futuras deste que vos fala, ou melhor, escreve.

"...Era o verbo. E o verbo era Deus, e o verbo estava com Deus..."

É desta forma também que quero iniciar meus relatos e verbos articulados. Peço a proteção e auxílio Dele para a realização deste trabalho. Que seja a verdade minhas palavras, e a demonstração das maravilhas realizadas na minha vida. Que minhas orações sejam criadas a partir da sua vontade, e componha os textos que Ele quiser.

Mas afinal, que estória toda é essa?

Ok. Como Jack, o estripador, vamos por partes. Eu sou Eduardo Borges, um jovem Brasileiro, Católico, amante da arte de viajar que em 2013 decidiu por A+B que participaria da próxima Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia no ano de 2016. Depois de 3 anos, muito perrengue, discussões e conflitos cá estamos nós quase embarcando pra Polônia para participar deste mega evento que é a JMJ, além de fazer minha primeira viagem internacional (sim, eu estou super, hiper, mega, über ansioso). E para contar a todos os interessados, principalmente a você que esta lendo este meio eletrônico no momento, cada passo deste projeto que tem data para início e sabe-se Deus quando vai terminar é que nasceu este diário de bordo. Aqui eu tentarei relatar minhas experiências durante minha ida a incrível terra da Polônia, e dos demais países que pretendo visitar, afinal já que Europa é Europa e eu estarei por la, porque não dar uma esticadinha nas fronteiras do que eu posso ver? Rsrs.
O Blog também será a forma de me manter conectar com "esta terra de Santa Cruz" enquanto estiver do outro lado do Atlântico. Serão 20 dias no "Velho Mundo" andando por 5 países, 10 cidades e diversas culturas diferentes. Eu te convida a estar comigo e participar mesmo que minimamente desta empreitada ao meu lado.

"...E o verbo se fez carne e habitou entre nós!"

Por enquanto tudo são planos. Mas espero que com a graça de Deus tudo se realize como planejado se assim for da vontade Dele. O coração já esta batendo mais forte imaginando tudo o que virá, pois fora tudo o que foi exposto até esse momento, sei que essa viagem vai mudar a minha vida e a forma de ver o mundo, as pessoas, as situações.

Que venha...e que chegue logo...